

"Dezenas de activistas do grupo Acção Animal manifestaram-se a favor do fim das touradas, à entrada do recinto tauromáquico do Campo Pequeno, em Lisboa. Os activistas utilizaram faixas com frases tradicionais das touradas, com o objectivo de "atrair o azar ao Campo Pequeno". Os activistas esperam que o fim das touradas em Portugal esteja para breve e salientam decisões do tribunal nesse sentido, por considerarem que as corrridas influenciam negativamente a personalidade das crianças.
Queremos mexer com os símbolos da tradição tauromáquica. Desejamos a abolição das touradas e o insucesso de toureiros e forcados. É um mundo que nos merece uma oposição muito firme", declarou á imprensa Miguel Moutinho, líder do movimento Acção Animal.
Cerca de trinta activistas do movimento juntaram-se à entrada do Campo pequeno, em Lisboa, por ocasião de uma corrida de touros, com o objectivo de "tornar a experiência de chegar à praça de touros bastante desagradável, quer para o público, quer para os agentes tauromáquicos". Os activistas pretendem "retirar o glamour, perturbar o desfile e as entradas triunfantes" nas arenas portuguesas.
Sob o lema "Sorte para os touros, azar para as touradas", os activistas manifestaram-se para exigir o fim das corridas, com as caras ensanguentadas e vestidos de amarelo (cor associada ao insucesso das touradas) e adaptando frases tradicionais da tauromaquia, como "Deus reparta azar".
Os activistas da Acção Animal garantem voltar a realizar acções semelhantes em outros eventos tauromáquicos e encontram alguns sinais positivos no caminho para a sua proibição, destacando a decisão de um Tribunal de Lisboa (que proibiu a transmissão televisiva de uma corrida antes das 22 horas por influenciar negativamente a personalidade de crianças e jovens) e as decisões de algumas grandes empresas no sentido de deixarem de patrocinar corridas de touros.